sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Consulta Multidisciplinar de Tumores Neuroendócrinos no IPO de Lisboa
Apesar dos tumores neuroendócrinos serem tradicionalmente considerados tumores indolentes, é inquestionável a sua complexidade e heterogeneidade, o que justifica uma abordagem multidisciplinar, bem como o seu seguimento em centros de referência.
Durante a Direcção do Serviço de Gastrenterologia a cargo do Doutor Nobre Leitão e com o seu estímulo, foram efectuados os primeiros contactos no sentido de se constituir uma Consulta Multidisciplinar de Tumores Neuroendócrinos. Esta foi formalizada por deliberação do Conselho de Administração, sob proposta do actual Director do Serviço de Gastrenterologia, Dr. António Dias Pereira.
A Consulta Multidisciplinar de Tumores Neuroendócrinos decorre no Serviço de Gastrenterologia, com o apoio do seu secretariado e tem uma periodicidade quinzenal. Nela são avaliados doentes referenciados a partir de outras consultas do Instituto, bem como doentes seguidos noutros hospitais, por solicitação dos seus médicos assistentes.
Estão representadas na Consulta Multidisciplinar todas as especialidades habitualmente envolvidas no manejo desta patologia: Gastrenterologia (que exerce a coordenação), Oncologia Médica, Endocrinologia, Pneumologia, Anatomia Patológica, Imagiologia, Medicina Nuclear e Cirurgia Geral.
A Consulta Multidisciplinar de Tumores Neuroendócrinos tem como objectivos principais definir e aplicar a melhor terapêutica bem como estabelecer os programas de vigilância apropriados a cada situação. Propõe-se igualmente registar e caracterizar os tumores neuroendócrinos seguidos no Instituto e participar em acções de formação e de divulgação desta patologia.
http://www.ipolisboa.min-saude.pt/Default.aspx?Tag=CONTENT&ContentId=6712
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Livro ajuda pais de crianças com cancro

Médicos e psicólogos escreveram um livro para ajudar os pais de crianças vítimas de cancro a retomar uma vida normal após o tratamento. A Associação Acreditar apresenta hoje o livro, para assinalar o Dia Internacional da Criança com Cancro.
"As pessoas estão habituadas a uma rotina, a ir ao hospital todos os dias, a ter os médicos, os enfermeiros, os psicólogos, uma série de pessoas. Tiveram um filho com uma doença muito grave e preocupam-se porque, de repente, aquele mundo em que viveram muito tempo desapareceu", explicou Margarida Cruz, directora-geral da Acreditar. Os pais sentem-se abandonados e inseguros quando as crianças espirram ou têm febre. A mensagem é que estas crianças "devem seguir a sua vida normal".
Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=DB5E6398-863C-4110-98BC-FC5684B02C08&channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Entrevista a Madalena D'Orey
Na semana passada tivemos a oportunidade de ver a nossa entrevista colocada no blogue da forum estudante. Eis o link e a entrevista:
http://www.forum.pt/escolas/area-projecto/450-um-exemplo-de-vida
Aqui fica a entrevista com Madalena d’ Orey, ex-doente oncológica que tem vindo a desenvolver diversas acções conjuntamente com a Associação Acreditar. Para conhecerem um pouco melhor a história de vida desta grande senhora, basta consultar o site da revista Selecções (http://www.seleccoes.pt/article/14527).
Nós - Olá Madalena! Desde já, felicitá-la pela enorme coragem que tem tido ao longo da sua vida, perante problemas oncológicos. Com que idade se deparou com um problema dessa natureza? Que impacto teve a doença na sua infância e adolescência.
Nós - Enquanto submetia-se aos tratamentos que eram necessários, teve dificuldades em interagir com a sociedade? Sempre foi bem tratada ou sentia-se como alguém diferente no mundo?
Nós - Ao lermos a sua história, na revista Selecções, apercebemo-nos que continua a manter uma forte ligação com a doença. Porquê é que decidiu manter uma ligação, sabendo que poderia ficar emocionalmente afectada com as histórias que lhe aparecessem?
Nós - Nunca se questionou acerca do “ porquê” de haver tantas crianças que perdem a sua infância perante estes problemas?
Madalena - Tantas. Todas as crianças que conheci e que conheço marcaram-me. Hoje tenho um grupo de grandes amigas, todas ex-doentes de cancro, que consegui ajudar enquanto estiveram em tratamentos. Umas já são médicas, outras enfermeiras…enfim somos um grupo grande. A morte da Alina a primeira menina que conheci e que acompanhei muito de perto, uma vez que estava sozinha em Portugal, marcou-me de uma maneira especial. Eu fui de férias uma semana e ela estava mal. No dia em que regressei fui logo ter com ela e com os olhos muito abertos disse-me “ainda bem que chegaste porque já estou muito cansada”. Ficamos todo o dia a falar e ao final do dia ela morreu. Em paz vos garanto!
Nós - Qual o seu maior desejo, para estas crianças e o que esperaria mais e melhor da sociedade?
Nós - Para finalizar, em que aspecto é que as Escolas podiam colaborar para integrar melhor as crianças e adolescentes, face aos problemas oncológicos, que afectam cada vez mais pessoas?
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Dia mundial contra o cancro
O mote das comemorações do Dia Mundial contra o Cancro 2010, a 4 de Fevereiro, é "o cancro também pode ser prevenido". O objectivo consiste em salientar medidas simples que previnem o cancro, nomeadamente:
- Não consumir tabaco;
Dieta saudável e exercício físico regular;
Reduzir o consumo de álcool;
Protecção contra infecções que podem estar na origem do cancro.
O cancro é a principal causa de morte no mundo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, se não for tomada nenhuma medida, 84 milhões de pessoas venham a morrer de cancro entre 2005 e 2015.
Todos os anos, a 4 de Fevereiro, a OMS alia-se à União Internacional contra o Cancro, a fim de promover o combate contra o cancro. A prevenção e a promoção da qualidade de vida dos doentes com cancro são temas recorrentes.
Para saber mais, consulte:
OMS - Dia Mundial contra o Cancro - em árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo.
Campanha Mundial contra o Cancro - http://www.worldcancercampaign.org/ - em inglês.
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/dia+cancro.htm
Lançamento de uma linha telefónica de Apoio ao Cancro
O número 808 255 255 vai funcionar a partir de dia 4 de Fevereiro todos os dias úteis entre as 17h00 e as 22h00 para "informar e apoiar doentes, seus familiares e o público em geral sobre esta doença".
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Vitamina D aumenta sobrevivência de doentes com linfoma (Estudo da Mayo Clinic)
Os autores analisaram 374 pacientes diagnosticados com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), a forma mais comum de linfoma. Os testes sugerem que metade dos pacientes não apresentava níveis normais de vitamina D no organismo, sendo que, nestes doentes, foi observado um risco 1,5 vezes maior de progressão da doença.Depois de os dados terem sido ajustados com outros factores que poderiam desencadear a doença, foi observado que, durante o período de estudo, o risco de morte entre os pacientes com deficiência de vitamina D foi o dobro do verificado para os pacientes que apresentavam níveis normais de vitamina D.
"O papel exacto que a vitamina D pode desempenhar no aparecimento ou progressão do cancro é desconhecido, mas sabemos que a vitamina desempenha um papel na regulação do crescimento celular, entre outros processos importantes na limitação dos tumores", explicou Drake.Embora os dados sejam surpreendentes, o investigador alerta, contudo, para o facto de serem preliminares e necessitarem de mais investigações para serem validados.
Para ter e manter os níveis ideais de vitamina D, o investigador recomenda a exposição ao sol no Verão durante 15 minutos, três vezes por semana, de modo a que a vitamina possa ser armazenada dentro de gordura corporal, um suplemento vitamínico “simples e barato”.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Portugal regista onze mil cancros de pele por ano
Fig- Causas e Localização do Cancro de Pele Portugal regista 10 mil novos casos de cancro de pele por ano e ainda mil novos de melanoma (o mais maligno). Em 90% deles, a causa foi a excessiva exposição a raios ultravioleta. Os solários vieram potenciar o drama: vinte minutos equivalem a dia e meio de praia.
"Pode dizer-se, sem dúvida, que há uma relação entre o uso dos solários e o aparecimento de mais casos de cancro de pele", começa por dizer Fernando Ribas, director da Liga Portuguesa Contra o Cancro. A explicação é simples: os solários emitem radiação ultravioleta A que é menos cancerígena que a B, mas que também o é. Além disso, é um tipo de radiação que penetra mais fundo na pele e provoca o envelhecimento precoce. Como se não bastasse, uma sessão de vinte minutos de solário equivale a dia e meio de praia. Ou seja, "a radiação é muito mais concentrada", explicou.
Fernando Ribas explica que "a pele tem uma capacidade limite para receber radiação ultravioleta" e que se a ultrapassarmos, "a probabilidade de desenvolver um cancro cresce exponencialmente". Trocado por miúdos, a pele não deveria, nunca, receber mais do que 10 sessões de solário por ano. E isto sendo muito optimista, porque na verdade, quanto menos, melhor. "Não aconselho o solário a ninguém, talvez a uma noiva, uma vez na vida", ironiza.
Certo é que o cancro de pele aumenta e aumenta em jovens. "Verificamos que há muitos mais casos de melanona (o mais maligno dos cancros de pele) em pessoas com menos de 30 anos do que aqueles que havia há uns anos. As pessoas colocam-se ao sol sem cuidado algum, sem protecção nenhuma e, do mesmo modo, fazem solário onde o perigo está muito mais concentrado", lamentou.
Na essência desta adesão aos solários está a moda da tez morena, sempre bronzeada, associada a férias, a poder económico, enfim, à classe social mais elevada. Coisa do século XX, porque, ao contrário, um século antes, a tez morena era apanágio de trabalhador rural, os nobres eram tão brancos que se viam as veias e o sangue... azul.
Duplicam a cada década. A saúde, contudo, não se compadece com modas e a cada década duplicam os casos de cancro de pele. Nos últimos 20 anos, desde que há solários em Portugal, assiste-se a um aumento significativo de cancros cutâneos.
A doença pode, contudo, demorar a manifestar-se. "Se apanhar um escaldão hoje, só daqui a 10 ou até 20 anos é que pode ter sinais", alertou o mesmo médico. "Uma célula pode ter ficado danificada, mas só uma década depois dar origem a cancro", afirmou.
"Só no meu consultório aparecem mais de cem novos casos por ano. É mesmo muito sério. E 90% dos casos devem-se mesmo a exposição excessiva de raios ultravioleta", concluiu.
Fonte: Jornal de Notícias